A Prefeitura Municipal de São Cristóvão busca viabilizar a conclusão da Estação de Tratamento de Água  (ETA) do sistema de captação do Rio Comprido, que atende a Cidade Baixa, na sede do município, para regularizar o abastecimento na região. Hoje, existem interrupções pontuais do serviço devido à turbidez apresentada na água, especialmente nos dias de chuva, tornando-a fora do padrão aceitável para fornecimento.

Segundo o diretor-presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de São Cristóvão, Carlos Melo, a água captada no sistema do Rio Comprido é de excelente qualidade quando não chove.  “Infelizmente, quando chove, existe a questão da turbidez na água, que fica imprópria para o fornecimento. Esta realidade ocorre por não termos uma estação de tratamento que elimina os sedimentos em suspensão trazidos pelas chuvas. E o que elimina esses sedimentos? O sulfato de alumínio, que só pode ser aplicado com uma estação de tratamento completa – fora do período de chuvas, apenas a utilização do cloro é satisfatório para o tratamento adequado”, explicou Melo.  

De acordo com o gestor do Saae, os principais causadores da turbidez na água são: areia, argila e micro-organismos. Importante propriedade da água, a turbidez está diretamente relacionada à qualidade do produto, sendo um parâmetro necessário para avaliar as condições adequadas para o consumo.

Padrão aceitável


“Vivemos hoje a seguinte situação: muitas vezes, quando chove, há a necessidade de suspender os serviços para a Cidade Baixa, porque não podemos fornecer uma água com a turbidez fora do padrão aceitável. Não vamos ofertar um produto sem termos a condição adequada de fazê-lo. Sempre que a interrupção ocorre, no entanto, os técnicos do Saae ficam de plantão, avaliando a qualidade da água e atuando para que o sistema volte a funcionar com a maior rapidez possível, minimizando assim os transtornos à população”, disse Carlos Melo.

O dirigente do Saae explicou também que as interrupções do fornecimento de água na Cidade Baixa, por causa da turbidez,  só serão resolvidas com a conclusão das obras da  ETA do Rio Comprido, abandonadas em gestões anteriores. “Faltam 30% para as obras da ETA serem concluídas, e a atual administração está buscando viabilizar as condições para executá-las. Existem emendas parlamentares em andamento, aguardando-se apenas os trâmites legais para liberação de recursos. Em paralelo, já estamos elaborando o projeto para efetuar a obra", informou.

Carlos Melo reforçou também a necessidade de as casas possuírem reservatórios de água. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cada pessoa necessita de cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene (3,3 m³ /pessoa / mês). “Se você tem em sua casa um reservatório de 500 litros, pode garantir um dia e meio de consumo para quatro pessoas. Fôlego suficiente para segurar uma parada de até 36 horas do sistema de abastecimento”, observou.

Foto: Danielle Pereira