Os laudos microbiológicos divulgados pela Starteq, empresa júnior de engenharia química da Universidade Federal de Sergipe (UFS), atestou a boa qualidade da água ofertada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de São Cristóvão. Os testes realizados com amostras de água coletadas no mês de maio, em pontos que abastecem a região da Cidade Alta, mostraram ausência de coliformes fecais.  

Este controle é fundamental para avaliar as condições higiênicas da rede de distribuição e dos reservatórios d’água. Os laudos emitidos têm como responsáveis técnicos, os professores da universidade, com análise sendo feita nos laboratórios da própria UFS. Segundo o diretor-presidente do Saae, Carlos Melo, a contaminação fecal da água pode ocasionar a transmissão de doenças. “A proposta é a de que ocorra uma avaliação sistemática da água, com resultados mensais, o que nos assegurará uma qualidade ainda melhor da água oferecida à população sancristovense”, explicou Melo.

Além do reforço da UFS no controle da qualidade da água, o Saae cumpre uma rotina diária de manutenção na estação de tratamento que distribui para a região da Cidade Alta, que inclui a limpeza dos filtros e a utilização de quatro elementos químicos no tratamento da água. Todo o processo segue as normas previstas pela portaria nº 2.914, do Ministério da Saúde, que dispõe sobre o padrão de potabilidade e os procedimentos de controle e de vigilância da qualidade da água para consumo humano. "Hoje trabalhamos com flúor, cloro, cal hidratada para regular o Ph e sulfato líquido, que é muito eficiente para garantir a qualidade da água”, informou Melo.

Cidade Baixa

A proposta é que estes mesmos testes realizados pela UFS aconteçam, o mais breve possível, com a água fornecida pelo Rio Comprido, responsável por abastecer a Cidade Baixa. Ainda assim, o diretor-presidente do Saae, Carlos Melo, reitera que a água captada nesta localidade é de excelente qualidade, principalmente, quando não chove.

“Estamos aguardando a equipe da UFS, na próxima semana, para recolher as amostras de água do Rio Comprido. Vivemos hoje a seguinte situação: muitas vezes, quando chove, há a necessidade de suspender os serviços para a Cidade Baixa, porque não podemos fornecer uma água com a turbidez fora do padrão aceitável. Sempre que a interrupção ocorre, no entanto, os técnicos do Saae ficam de plantão, avaliando a qualidade da água e atuando para que o sistema volte a funcionar com a maior rapidez possível, minimizando assim os transtornos da população. O que elimina esses sedimentos é o uso do sulfato de alumínio, que só pode ser aplicado com uma estação de tratamento completa. Fora do período de chuvas, apenas a utilização do cloro já se faz satisfatória para o tratamento adequado”, disse Carlos Melo.

De acordo com o diretor-presidente, a luta da atual gestão é pela conclusão da estação de tratamento, abandonada pelas administrações anteriores. “Faltam 30% para as obras serem concluídas e estamos buscando viabilizar as condições para executá-las. Existem emendas parlamentares em andamento, aguardando apenas os trâmites legais para liberação de recursos. Em paralelo, já estamos elaborando o projeto para efetuar esta obra", finalizou Carlos Melo.

Fotos: Danielle Pereira


Carlos Melo