Nesta sexta-feira (18), no Paço Municipal (antigo Lar Imaculada Conceição) aconteceu a oficina de formalização de projetos científicos do projeto Sala Verde, uma parceria entre a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a Prefeitura de São Cristóvão, através da Secretaria Municipal de Educação. A ação visa formar professores, diretores e coordenadores sobre educação ambiental no âmbito das escolas públicas do município. As oficinas começaram no final de julho (com uma sensibilização reunindo todos os diretores), e deverão acontecer até novembro, onde os resultados dos projetos elaboradores e executados nas salas de aulas serão também apresentados na universidade, como forma de contextualizar o aprendizado socioambiental.

A cada encontro, um nicho ligado às questões socioambientais será discutido. Segundo pontuou a diretora pedagógica Valéria Macário, o município de São Cristóvão está inserido em áreas urbana e rural, sendo assim possibilita aos alunos um estudo in loco sobre as questões ligadas ao meio ambiente. “Nossa intenção é que nossos professores se tornem reprodutores deste conteúdo e incluam as questões naturais de nossa cidade dentro de suas aulas expositivas, tirando inclusive os alunos das salas de aulas para que os mesmos tenham contato direto com práticas educacionais com foco socioambiental”, disse.

De acordo com a coordenadora de ensino fundamental do município, Aldira Beatriz Barroso Costa Siqueira, toda a rede escolar foi convidada para integrar o projeto Sala Verde, e a adesão da maioria demonstra a preocupação com o desenvolvimento das ideias prol meio ambiente. “Os participantes serão certificados pela UFS e terão bases (teórico e prática) nessa aprendizagem. O projeto Sala Verde proporcionará uma abertura no modo de pensar de seus integrantes, aumentando as perspectivas de compreensão sobre o tema”, explicou.

Segundo a bióloga, Mariana Reis (integrante do projeto), este trabalho vem sendo realizado em diversos municípios sergipanos (Salgado, Boquim, Divina Pastora, etc), sempre plantando nas secretarias de educação a sementinha do se pensar as questões ambientais no âmbito da sala de aula, seja através de projetos únicos ou fomentando com que cada professor elabore suas ideias e criem suas próprias ações. “O resultado do nosso trabalho dará certo, se o professor desejar. É sempre algo interdisciplinar onde contextualizamos vários assuntos ligados ao tema meio ambiente. Assim, cada integrante pode trabalhar da melhor forma o conteúdo passado por nós, em suas aulas ou oficinas com os alunos”, informou ela, que é parceira da doutora em educação /pedagogia e ciências naturais, a professora Alessandra Santana Pereira.

Para Gicelma Santos de Barros, professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Pedro Amado, na Colônia Pinto, a partir deste momento ficará mais fácil abordar as questões ligadas à natureza. “Já trabalho em sala de aula assuntos como datas comemorativas ligadas ao meio ambiente e também às quatros estações, mas vejo nesta capacitação a possibilidade de trabalhar melhor esses assuntos. Estou me habilitando para desenvolver projetos e assim ensinar melhor meus alunos sobre a importância da preservação do meio ambiente”, disse.

Já Cristina Santos, professora da professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Armando Batalha de Góis, no Timbozinho, enalteceu a importância de participar da oficina, uma vez que sua escola está inserida na zona rural do município. “Estou nesse processo de aprimoramento para trabalharmos melhor esses assuntos. Tratamos as questões ambientais de maneira geral, porém, a partir do Sala Verde pretendendo melhorar o nível do conteúdo repassado para meus alunos”, enfatizou.

Fotos: Jamisson Souza.


Aldira Beatriz Barroso Costa Siqueira
A professora Alessandra Santana Pereira.
Gicelma Santos de Barros
Cristina Santos