Com toda a sua diversidade cultural e histórica, a cidade de São Cristóvão, desde 2012 abriga, em um sobrado estimado do fim do século XIX, na Rua Ivo do Prado, Centro Histórico do município, a história da Policia Militar de Sergipe. Criado em 1969, o museu funcionava dentro do Quartel do Comando da Polícia Militar, Centro de Aracaju. Depois de alguns anos sem prédio próprio fixou residência em solo sancristovense.

Ao falar sobre o local, o historiador e o diretor de turismo da Fundação Municipal de Cultura e Turismo João Bebe-Água, Thiago Fragata, frisou que visitar o museu é também ter a oportunidade de conhecer e saber mais sobre o prédio histórico que guarda, atualmente, as relíquias da Polícia de Sergipe. “Devemos buscar mais sobre a história deste sobrado, sabemos muito pouco sobre o ele, e o pouco que sabemos é que ele pertencia ao Governo Federal e por isso as inscrições ‘PN’(Próprio Nacional) logo na entrada. Além disto, sabemos que lá, foi o local de trabalho e moradia durante muitos anos de uma família com personagens históricos importantes para cidade e para o estado (Família Mandarino)”, contou.

Com o número de visitantes crescentes, só no período de janeiro a agosto deste ano, o Museu da Polícia Militar contabilizou mais de 4.000 visitantes. Com a missão de divulgar e preservar a história e a cultura material da Polícia Militar do Estado de Sergipe, o local conta com cinco salas de exposição, onde é possível encontrar a história da PM sergipana através de armamentos, equipamentos, fardamentos e documentos oficiais. Uma das salas é reservada para um dos projetos sociais desenvolvidos pelo museu: o de valorização do artista sergipano. Por meio dele, o Museu da Polícia Militar recebe exposição de artistas locais e os apresenta ao público visitante, de forma gratuita.

O espaço possui ainda programas educativos de combate às drogas, e através do seu acervo, incentiva e apoia a produção científica sergipana, disponibilizando aos estudantes, em suas dependências, os recursos necessários para a atividade de pesquisa.

Segundo o diretor do Museu da Polícia, o coronel Dilson Ferraz, os programas sociais visam o resgate e a valorização do artista local, além da divulgação da história da polícia junto à comunidade. “Não podemos entender o Museu da Polícia Militar como um depósito de coisas antigas, o local deve funcionar como algo dinâmico e vivo, integrando a sociedade através de projetos sociais, abrindo suas portas para novos artistas e conhecimentos”, enfatizou.


Horário de Funcionamento
Todos os dias, inclusive feriados, sempre das 9h às 17h.


Coronel Dilson Ferraz