A secretária municipal de Saúde, Joélia Santos

A Secretaria Municipal de Saúde realiza ação de conscientização de combate ao caramujo africano. O molusco causa doenças à população e tem se espalhado por terrenos baldios, quintais e ruas da sede, conjuntos e área rural de São Cristóvão.

De acordo com a secretária de Saúde, Joélia Santos, os locais de maior incidência do caramujo africano são os loteamentos: Tijuquinha, Rosa do Oeste, Rosa Maria, localizados no grande Rosa Elze, e terrenos baldios. 

“Temos um levantamento da vigilância ambiental do município em relação ao número de localidades que registram a presença do caramujo. O molusco chegou ao Brasil para ser utilizado na gastronomia e depois se descobriu que ele gerava doenças. Temos tido muito cuidado porque há muitos terrenos baldios, propriedades de particulares, sem serem fiscalizados por conta da dificuldade de acesso”, disse.

Para conscientizar a população sobre os riscos de doença e de manuseio do caramujo, a Secretária de Saúde tem emitido notas de esclarecimento e realizado ações educativas por meio dos agentes de saúde comunitária e de endemias.

“Encontramos crianças brincando com os búzios do caramujo. Esse molusco precisa ser resgatado com luva de proteção ou saco plástico, colocar cal para eliminação dos moluscos e, depois, feita a trituração dos cascos para descarte. Evitamos colocar produto diretamente no solo para evitar salinização da terra, o que prejudica quem é agricultor familiar”, explicou Joélia, ressaltando que a população pode informar sobre pontos de infestação na Secretaria.

“O caramujo hoje tem característica de praga e estamos fazendo ações de educação ambiental para fazer o controle. Esse trabalho envolve agentes de endemias e os agentes comunitários de saúde. A população pode procurar a Coordenação de Vigilância e Saúde (Covisa) na sede ou no Eduardo Gomes para registrar a denúncia ou queixa. A partir daí, nossas equipes farão o trabalho de controle”.

O caramujo africano 

(Achatina fulica) é uma espécie de molusco terrestre tropical, originário do leste e nordeste da África. Foi introduzido ilegalmente em nosso país na década de 80, no Paraná, com o intuito de substituir o escargot, uma vez que sua massa é maior que a desses animais. Levado para outras regiões do Brasil, tal espécie acabou não sendo bem aceita entre os consumidores, e também proibida pelo Ibama, fazendo com que muitos donos de criadouros, displicentemente, liberassem seus representantes na natureza, sem tomar as devidas providências.

Sem predadores naturais e com alta capacidade de procriação, esse caramujo se adaptou bem a diversos ambientes, sendo hoje encontrado em 23 estados. Tais animais são hospedeiros de duas espécies de vermes capazes de provocar doenças como a angiostrongilose abdominal.


Danielle Pereira.