As estratégias de combate ao trabalho infantil em São Cristóvão foram debatidas, na manhã desta terça-feira, 21, pela Secretaria Municipal de Assistência Social e do Trabalho e Conselheiros Tutelares. A ação faz parte do planejamento do órgão para articular a rede de Assistência no enfrentamento ao trabalho infantil.

Na ocasião, foram apresentados dados de crianças e adolescentes em situação de trabalho nas principais feiras do município (Sede, Eduardo Gomes, Rosa Elze e Alto da Divinéia). Segundo o coordenador de Proteção Social da Semast, Edilberto Filho, foram identificadas 90 crianças realizando atividades nas feiras livres.

“Fazemos um levantamento periódico e constatamos que as feiras livres são as principais atividades das 90 crianças e adolescentes, principalmente no carrego e comercialização. Nossa pesquisa envolver faixa etária, escolaridade e local de residência. Essa reunião é para apresentar esses dados e debater formas de enfrentamento”, explicou.

Entre as estratégias de combate ao trabalho infantil está a conscientização de feirantes e da população. Para isso, Edilberto conta é necessário o envolvimento das escolas, por meio da Secretaria de Educação. “Dos 90% das crianças na situação de trabalho infantil,70% fazem carrego e são meninos. Nosso enfrentamento evolve a conscientização de feirantes e comerciantes, porque existe a ideia de que o trabalho dignifica, mas não nesse caso. Além disso, é preciso fazer o empedramento dessas famílias. É nessa parte que entra a Secretaria de Educação”, disse.

O conselheiro tutelar Elenildo Figueiredo atua no Rosa Elze e foi um dos participantes da reunião. Em sua opinião, o debate sobre trabalho infantil precisa ser permanente. “Esse encontro é importante para fortalecer toda a rede de assistência social no combate ao trabalho infantil. Deve ser algo permanente. Agimos como orientadores dos direitos da criança e adolescente e como requerente de serviços”. 

“Essa reunião aborda as consequências que trazem para o aprendizado e crescimento o trabalho infantil. Nosso objetivo é articular ações conjuntas para identificar e erradicar a prática”