As políticas para mulheres e de combate à violência contra a mulher foram temas do encontro de coordenadorias de Assistência Social das prefeituras de São Cristóvão, Barra de Coqueiros, Maruim, Nossa Senhora do Socorro e governo do Estado

As políticas para mulheres e de combate à violência contra a mulher foram temas do encontro de coordenadorias de Assistência Social das prefeituras de São Cristóvão, Barra de Coqueiros, Maruim, Nossa Senhora do Socorro e governo do Estado nesta terça-feira, 28.  A reunião ocorre mensalmente e objetiva alinhar ações protetivas e de combate à violência. 

De acordo com a coordenadora de Programas Especiais da Secretaria de Assistência Social e do Trabalho (Semast), Ana Flávia, a Secretaria Municipal de Assistência Social realiza um trabalho contínuo de conscientização sobre o assunto.

“Vamos às escolas, Unidades Básicas e comunidades dando orientação e informação para que essas mulheres possam buscar ajuda em caso de violência. Em São Cristóvão, quando a gestão iniciou, não tínhamos muitas informações sobre as políticas para Mulher que eram executadas. A gente precisou fazer uma sensibilização da população, para que as pessoas entendessem que existem unidades que podem trabalhar o tema com elas. Iniciamos rodas de conversas sobre a legislação Maria da Penha, empoderamento feminino e divulgação de nossas unidades e serviços”, disse.

Sergipe figura entre os estados com maior índice de violência contra a mulher. Dados os Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ) apontam o estado como o de maior número de assassinatos de mulheres do Nordeste e o oitavo do País. Somente nos sete primeiros meses do ano de 2017, já foram registrados nas Delegacias Especializadas da Mulher 2.567 boletins de ocorrências de mulheres vítimas de violência doméstica contra seus agressores, conforme a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Já na capital, Aracaju, segundo pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (PCSVDFMulher),  26,39% das mulheres já sofreram violência emocional; 15,44% violência física e 8,08% violência sexual. 

Os números confirmam a necessidade de políticas para mulheres que incluam assistência jurídica e psicológica, como realiza a Semast. “Temos uma rede de assistência. Atualmente, temos quatro casos em acompanhamento. Próximo ano, vamos articular com o jurídico para que cada um compreenda seu papel e as mulheres sejam melhor assistidas”, afirmou Ana Flávia.

Pedagoga de Nossa Senhora do Socorro, município com alto índice de violência conta a mulher, Zilar Barbosa de Souza, destaca o trabalho especializado das delegacias. “Socorro sempre teve um alto índice, o que percebemos é que as mulheres hoje estão denunciando mais. Após o atendimento, essas mulheres retornam para suas famílias. Já saem da delegacia direto para o atendimento especializado”. 

Para denunciar

Os crimes contra a mulher podem ser denunciados em delegacias especializadas dentro do horário comercial ou em Plantonistas durante a noite e feriados. Além disso, denúncias podem ser realizadas através do número 180.

Delegacias da Mulher em Sergipe:

Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV)
Rua Itabaiana, 158 - Bairro Centro, Aracaju.
(79) 3205-9400.

Delegacia Especial de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DEAGV)
Rua 15, s/n - Conjunto Fernando Color, Nossa Senhora do Socorro.
(79) 3256-4001 e 3279-2900.

Delegacia Especial de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DEAGV)
Rua Cachoeira, 1115 - Bairro Santa Cruz, Estância.
(79) 3522-8777.

Delegacia Especial de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DEAGV)
Praça Rui Mendes,S/N - Bairro Centro, Lagarto.
(79) 3631-2114.









As políticas para mulheres e de combate à violência contra a mulher foram temas do encontro de coordenadorias de Assistência Social das prefeituras de São Cristóvão, Barra de Coqueiros, Maruim, Nossa Senhora do Socorro e governo do Estado
A coordenadora de Programas Especiais da Secretaria de Assistência Social e do Trabalho (Semast), Ana Flávia
Pedagoga de Nossa Senhora do Socorro, município com alto índice de violência conta a mulher, Zilar Barbosa de Souza, destaca o trabalho especializado das delegacias