Foram três dias de imersão cultural. O 34º Festival de Artes de São Cristóvão (FASC) encerrou na noite deste domingo (3) sua grande programação artística, brindando o público com oficinas, cinema, exposições, cortejos folclóricos, teatro, dança e dezenas de apresentações musicais. O prefeito Marcos Santana esteve no palco principal da festa para anunciar os meninos da The Baggios e simbolicamente encerrar as atividades da noite. Na sequência, a Nação Zumbi se apresentou representando assim o marco cultural nordestino que foi a retomada desta significativa festa popular para os sergipanos.

“O sentimento é de dever cumprido, da realização de um sonho, da certeza de que a gente só está começando o projeto e que no próximo ano, o FASC será bem maior que esta edição. Só em não registrarmos ocorrências policiais isto já coroa o planejamento, o trabalho de uma equipe que se esmerou e entendeu o espírito de um sonho. Essa festa foi um sonho, o sonho de fazer voltar um festival que tinha sido violentado, e que agora retornou para nunca mais deixar de acontecer”, enfatizou o Prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana.

Sancristovense nato, Júlio Andrade da banda The Baggios falou da emoção de participar do último dia do FASC. “Fizemos um show com um repertório que tem muita relação com a cidade, com músicas do primeiro EP até o nosso último disco, trazendo os personagens da cidade. muita gente daqui ainda não tinha visto, por isto colocamos canções de todos esses anos de estrada. Eu tô muito emocionado, foi um dos momentos mais felizes que eu passei na minha cidade e, sinceramente, eu vivo aqui desde que nasci, então eu acompanhei um processo do festival ainda na minha adolescência e durante esse recesso eu vi a carência da galera por uma movimentação como esta. Muita gente orgulhosa de morar aqui. Uma galera vindo me parabenizar pelo evento enquanto morador. Acredito ser o começo de uma nova era para a cultura local e sergipana”, disse “Julico”.

Segundo frisou o músico e vocalista na banda NaurÊa, Alex Sant'Anna tanto o FASC quanto a cidade de São Cristóvão tiveram uma grande importância na formação do grupo. “Fizemos muita pesquisa aqui. Tocamos Caceteira, que é algo que só existe em São Cristóvão. Foi muito representativo para a gente estar presente no retorno do FASC e pudemos apresentar nossas músicas novas, Godzilla e Matinê”, finalizou.

Representando a Velha Guarda da Portela, os integrantes do projeto Trem do Samba também estiveram na cidade apresentado o típico ritmo brasileiro. Para o vocalista Marquinho de Oswaldo Cruz retornar ao estado, sendo parte da programação do festival foi motivo de muita satisfação. “Gostei muito de Aracaju, mas a minha paixão é São Cristóvão. Esse tipo de festival tem que acontecer no Brasil inteiro, pois tem uma importância muito grande. Chegamos por aqui após a apresentação do Trem do Samba no Rio de Janeiro, no Dia Nacional do Samba e mesmo virados, nós viemos com a maior força de vontade aqui para São Cristóvão”, pontuou.


Nome importante do Samba, Tia Surica esteve representando a Velha Guarda da Portela, e em sua primeira apresentação em Sergipe, explicou que estrear no FASC foi por si só uma atração à parte. “Eu sou festeira, gosto mesmo, adorei o convite, pois não conhecia a cidade. Só paro de cantar Samba no dia em que Deus dizer chega e sei que ele não vai me chamar agora, tenho certeza. Trago no sangue o micróbio do Samba, então foi uma satisfação muito grande, pois participei do Trem do Samba no Rio e hoje está aqui no festival foi motivo de me deixar lisonjeada”, enalteceu.

A banda de Forró, Zé Tramela encerrou o palco Frei Santa Cecília com o tradicional forró. Sucessos de Luiz Gonzaga e Dominguinhos embalaram o público. “Trouxemos a alegria de sempre com um repertório tradicional, baseado em Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Flávio José, o forró raiz. Pesquisamos o público de São Cristóvão para trazer um show especial, já que o FASC é um festival importante para o estado e músicos sergipanos”, contou o vocalista Tuca Velloz.
 

Fotos: Márcio Garcez/ Danielle Pereira.                        


Tia Surica
Marquinho de Oswaldo Cruz