Thiago Correia observando a estrutura

O secretário especial de Agricultura e Meio Ambiente de São Cristóvão, Thiago Correia realizou na manhã da última segunda-feira (11), uma visita ao Frigorífico Serrano, localizado no povoado Lagoa do Forno, zona rural da cidade de Itabaiana, agreste do estado. A visita ao empreendimento que ocupa uma área de 82 mil m² e tem capacidade de abate de 600 bois por dia (abrangendo produção de 30 municípios), teve como objetivo conhecer as dependências do local, buscar melhores condições de custos para aqueles que comercializam carne na cidade de São Cristóvão e garantir para a população um produto dentro dos padrões de higienização.

“A gestão municipal está atenta às questões relacionadas com a qualidade da carne que vem sendo consumida pelos moradores de São Cristóvão. Nós entendemos essa questão enquanto assunto de saúde pública e por isso estamos viabilizando uma alternativa que garanta tanto melhores condições para quem comercializa, quanto para a população que tem o direito de consumir um produto dentro das regras de higienização, evitando assim riscos à saúde.”, destacou o secretário de agricultura Thiago Correia.

O secretário observou ainda, que atualmente, os comerciantes de São Cristóvão, ligados ao comércio de carne, abatem seus animais na cidade de Lagarto. “A gestão municipal tem realizado o transporte dos animais para o abate na cidade de Lagarto, no entanto, estamos buscando alternativas mais viáveis tanto economicamente, quanto na garantia da qualidade do produto.”, completou.

A veterinária Juliana Teixeira Mota chama atenção para os riscos que a população corre ao comer carnes não inspecionadas. “Quando não são respeitadas as regras de higiene, os alimentos podem servir de abrigo para uma série de micro-organismos perigosos para a saúde, com risco de ocasionar desde pequenos transtornos até a morte. Um dos problemas mais comuns é a infecção adquirida pelo consumo de alimentos contaminados por bactérias ou suas toxinas, que pode levar o indivíduo a óbito.”, contou.

Juliana ainda orientou o consumidor a ficar atento para alguns detalhes que diferenciam a carne inspecionada de outra de abate clandestino. “No varejo é possível detectar através dos cortes, embalagens e rotulagens, no qual deve conter todas as informações necessárias do estabelecimento de origem do produto, como: a logomarca do serviço de inspeção, com número de registro frente ao órgão fiscalizador, a data do processamento, data de validade e temperatura de conservação. Diferentemente dos abates clandestinos, que são efetuados em locais impróprios, sem estrutura adequada e sem higiene. Há ainda riscos de contaminação ambiental, propagação de vetores transmissores de doenças e prejuízo à saúde pública.”, explicou.


Thiago Correia observando a estrutura
Juliana Teixeira Mota