Na manhã desta terça-feira (19), a Secretaria Especial de Agricultura e Meio Ambiente de São Cristóvão em parceria com o Consórcio Público de Saneamento Básico da Grande Aracaju realizaram a 1ª Oficina de Fabricação de Sabão com Óleo de Cozinha Reciclado para catadores de lixo do município. A intenção é mostrar a facilidade do manuseio de produtos químicos para a produção e comercialização de produtos, aumentando assim a renda doméstica dos novos fabricantes artesanais.

“Estamos promovendo essa e outras oficinas para que nossa população tenha opções de renda alternativas. A intenção da Secretaria Especial de Agricultura e Meio Ambiente de São Cristóvão é desenvolver políticas de acesso, em parcerias com órgãos estaduais e outras secretarias para que juntos possamos proporcionar novas formas de se pensar a agricultura e a preservação do meio ambiente. Passamos 2017 no processo de visitações e oficinas, esperamos para o próximo ano retomarmos nossos trabalhos e desenvolvermos mais ações prol nossos agricultores”, explicou o secretário Thiago Corrêa.

Para o superintendente do Consórcio Público de Saneamento Básico da Grande Aracaju, Evaldino Calazans, os trabalhos estão acontecendo em algumas cidades, sempre focados no combate aos lixões. “Essa parceria que realizamos com a Prefeitura de São Cristóvão tende a promover a ideia de preservação ambiental, a partir de ações que façam repensar a relação das pessoas com o meio ambiente”, disse.

Segundo o oficineiro, Roberto Barreto, que trabalha na fabricação de sabão há seis anos, a intenção é que as pessoas façam o produto de forma natural e que percebam que o manuseio de ingredientes simples pode render mais dinheiro no orçamento familiar. “Fazer sabão a partir do óleo reutilizável é uma maneira de recuperarmos um pouco os estragos que já fizemos para o nosso planeta. A oficina é destinada aos catadores de lixo e pescadores, mas qualquer pessoa pode aprender e fazer os produtos, comercializando-os com lucro de mais de 100%. Através da educação ambiental podemos mudar nossa consciência com o meio ambiente. O produto feito de forma artesanal tem qualidade e seu uso é comprovadamente útil”, frisou.

A catadora Márcia Bezerra da Silva se mostrou bastante satisfeita com a oficina. “Percebo que a gestão municipal está preocupada com nossa situação e a intenção de promover essa oficina mostra isto. Estamos abraçando a oficina de sabão, com a intenção de produzirmos produtos que possamos revender. Quero ir mais longe e quem sabe um dia ser uma proprietária de uma empresa de fabricação do sabão”, pontuou.

 


Thiago Corrêa